Refluxo Gastroesofágico:O que é,sintomas,causas e diagnóstico

O refluxo gastroesofágico ocorre quando as coisas do estômago voltam para a garganta. Isso pode fazer sua garganta parecer que está queimando, causar azia e fazer você sentir que há algo preso na garganta.

Isso acontece porque existe uma porta entre o estômago e a garganta que deve permanecer fechada. Mas às vezes essa porta não funciona corretamente e o estômago pode voltar para a garganta. Pode ser mais comum se você estiver com peso extra, comer muitos alimentos gordurosos ou beber álcool com frequência.

Se você começar a sentir esses sintomas, como azia ou dor de garganta, é importante consultar um médico especial chamado gastroenterologista. Eles podem descobrir se você tem refluxo gastroesofágico e ajudá-lo a se sentir melhor. Normalmente, eles lhe darão medicamentos que ajudam a reduzir o ácido no estômago para aliviar o desconforto. Mas eles também podem sugerir que você faça algumas mudanças em sua dieta e estilo de vida para ajudar a evitar que isso aconteça novamente.

Portanto, não espere se você acha que tem esse problema – consulte um médico que pode ajudá-lo a se sentir melhor e impedir que a coisa nojenta do estômago volte para sua garganta.

Sintomas de refluxo Gastroesofágico

Explicação abrangente dos sintomas de refluxo:

O refluxo, clinicamente conhecido como doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), apresenta um espectro de sintomas desconfortáveis. Aqui está uma análise completa desses sintomas:

  1. Sensação de queimação: Uma marca registrada proeminente do refluxo é uma sensação de queimação que normalmente se origina no estômago, mas pode subir até a garganta e o peito. Esse desconforto surge devido à regurgitação do ácido estomacal para o esôfago, causando irritação.
  2. Sensação de plenitude no estômago: Indivíduos com refluxo geralmente experimentam uma sensação de plenitude ou peso no estômago, o que pode ser bastante incômodo.
  3. Percepção de obstrução na garganta: Outro sintoma prevalente é a sensação de um caroço ou obstrução na garganta. Essa sensação resulta de irritação e inflamação no esôfago causada pelo refluxo do conteúdo estomacal.
  4. Arrotos frequentes: Arrotos frequentes costumam ser resultado do excesso de gás gerado durante o processo digestivo, que pode encontrar alívio através dos arrotos.
  5. Azia: A azia é um desconforto distinto em queimação, geralmente sentido atrás do esterno, na região do peito. Ocorre quando o ácido estomacal flui de volta para o esôfago.
  6. Indigestão: O refluxo pode causar indigestão, caracterizada por inchaço, desconforto e dificuldades na digestão dos alimentos.
  7. Tosse seca persistente após comer: Alguns indivíduos com refluxo desenvolvem tosse seca crônica, especialmente após as refeições. Essa tosse pode ser desencadeada por irritação na garganta causada pelo ácido estomacal que atinge essa área.
  8. Sensação de comida regurgitada: O refluxo pode criar a sensação de que a comida que foi engolida está ressurgindo na boca ou garganta, o que pode ser perturbador.
  9. Dificuldade em engolir alimentos: À medida que o esôfago fica irritado e se estreita devido à exposição repetida ao ácido estomacal, pode se tornar um desafio engolir alimentos confortavelmente.
  10. Laringite: A irritação causada pelo ácido estomacal pode afetar a caixa vocal, resultando em laringite. Esta condição é caracterizada por dor de garganta ou rouquidão e alterações na qualidade da voz.
  11. Exacerbação da asma ou infecções recorrentes das vias aéreas superiores: Em certos casos, o refluxo pode piorar os sintomas da asma ou contribuir para infecções repetidas do trato respiratório superior.

Além disso, devido à irritação da garganta causada pelo ácido estomacal, os indivíduos com refluxo frequentemente limpam a garganta habitualmente como uma ação reflexa para aliviar o desconforto.

É vital reconhecer que os sintomas do refluxo podem se manifestar de forma diferente em cada indivíduo, aparecendo logo após a alimentação ou até horas depois. Os sintomas podem se intensificar quando uma pessoa se abaixa ou se deita imediatamente após comer, pois essa postura pode facilitar o fluxo reverso do conteúdo do estômago para o esôfago. O controle do refluxo normalmente envolve modificações no estilo de vida, ajustes na dieta e, em alguns casos, medicamentos prescritos por um profissional de saúde para aliviar os sintomas e prevenir complicações.

Sintomas de refluxo em bebês :

Sintomas de refluxo Gastroesofág
Sintomas de refluxo Gastroesofág

1. Refluxo em bebês:

O refluxo em bebês refere-se à condição em que o alimento do estômago retorna à boca. Isso pode causar uma série de sintomas e sinais.

2. Vômitos constantes:

Uma das principais indicações de refluxo em bebês é o vômito constante. Bebês com refluxo podem frequentemente cuspir ou regurgitar a alimentação.

3. Sono agitado:

O refluxo pode atrapalhar os padrões de sono do bebê. Bebês com refluxo podem ter sono agitado devido ao desconforto ou dor associados à doença.

4. Dificuldade para amamentar:

O refluxo pode tornar a amamentação um desafio tanto para o bebê quanto para a mãe. Os bebês podem ter dificuldade para mamar, afastar-se da mama ou mostrar sinais de desconforto durante a mamada.

5. Fraco ganho de peso:

Bebês com refluxo podem ter dificuldade em ganhar peso, pois podem não conseguir se alimentar de maneira eficaz devido ao desconforto causado pelo refluxo.

6. Rouquidão:

O refluxo pode causar inflamação da laringe (caixa vocal) em bebês, resultando em rouquidão ou alterações no choro ou nas vocalizações.

7. Otite recorrente:

Bebês com refluxo podem desenvolver infecções de ouvido recorrentes (otite) devido à inflamação frequente das vias aéreas. O refluxo do conteúdo estomacal pode irritar as trompas de Eustáquio, aumentando o risco de infecções de ouvido.

8. Pneumonia por aspiração:

Em casos graves, bebês com refluxo podem aspirar, o que significa que o alimento ou o conteúdo do estômago entra nos pulmões. Isto pode levar à pneumonia por aspiração, uma infecção pulmonar que pode ser bastante grave.

Em resumo, o refluxo em bebês pode causar uma série de sintomas, incluindo vômitos, distúrbios do sono, dificuldades na amamentação, baixo ganho de peso, rouquidão, infecções recorrentes de ouvido e risco de pneumonia por aspiração. É importante que os pais e cuidadores estejam cientes desses sinais e consultem um profissional de saúde se suspeitarem que seu bebê está apresentando refluxo para garantir avaliação e manejo adequados.

Como é feito o diagnóstico

Como é realizado o diagnóstico de refluxo gastroesofágico:

1. Avaliação Médica: O diagnóstico de refluxo gastroesofágico deve ser realizado por um profissional de saúde, como gastroenterologista, pediatra ou clínico geral. Eles contam com uma avaliação cuidadosa dos sinais e sintomas do indivíduo para fazer um diagnóstico preliminar.

2. Testes Confirmatórios: Para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade do refluxo, recomenda-se a realização de exames específicos:

   a. Manometria Esofágica: Este teste mede a função e a pressão dos músculos do esôfago. Ajuda a avaliar quão bem o esôfago move alimentos e líquidos para o estômago e pode identificar quaisquer anormalidades que possam contribuir para o refluxo.

   b. Monitoramento do pH em 24 horas: O monitoramento do pH envolve o monitoramento da acidez dos sucos gástricos no esôfago durante um período de 24 horas. Este teste ajuda a estabelecer uma ligação direta entre os sintomas e as alterações na acidez gástrica, permitindo aos profissionais de saúde determinar a frequência e gravidade dos episódios de refluxo.

Esses testes diagnósticos desempenham um papel crucial para garantir um diagnóstico preciso do refluxo gastroesofágico e fornecem informações valiosas sobre a extensão e o impacto da doença na saúde de um indivíduo. Uma vez diagnosticado, estratégias apropriadas de tratamento e manejo podem ser adaptadas às necessidades específicas do paciente.

Causas do Refluxo Gastroesofágico

Causas do refluxo gastroesofágico explicadas em pontos:

1. Alterações anatômicas ou funcionais do esfíncter: O refluxo gastroesofágico é frequentemente desencadeado por alterações na estrutura ou função do esfíncter localizado entre o esôfago e o estômago. A função principal desse esfíncter é permitir que o alimento entre no estômago, evitando seu fluxo reverso para o esôfago.

2. Uso de medicamentos: Alguns medicamentos, incluindo certos anti-histamínicos, antidepressivos e bloqueadores dos canais de cálcio, podem contribuir para o refluxo gastroesofágico, relaxando o esfíncter esofágico inferior ou afetando o processo digestivo.

3. Hérnia de hiato: A hérnia de hiato é uma condição em que uma parte do estômago se projeta para dentro da cavidade torácica através de uma abertura no diafragma. Essa alteração anatômica pode levar a um risco aumentado de refluxo.

4. Fraqueza muscular: A fraqueza nos músculos ao redor da área do esfíncter esofágico inferior pode torná-lo menos eficaz na prevenção do retorno do ácido estomacal para o esôfago.

Fatores adicionais que podem contribuir para o refluxo gastroesofágico:

  • Obesidade: Estar acima do peso ou ser obeso pode aumentar a pressão no estômago, promovendo o fluxo do conteúdo do estômago para o esôfago.
  • Escolhas dietéticas: Uma dieta rica em alimentos gordurosos e o consumo de grandes refeições, principalmente antes de dormir, podem agravar os sintomas de refluxo.
  • Álcool e Cafeína: O consumo frequente de bebidas alcoólicas, bebidas com cafeína e bebidas carbonatadas pode relaxar o esfíncter esofágico inferior, aumentando a probabilidade de refluxo.
  • Fumar:  Fumar é um fator de risco para refluxo gastroesofágico, pois pode enfraquecer os músculos da região esofágica e promover episódios de refluxo.

Estas várias causas e fatores contribuintes destacam a complexidade do refluxo gastroesofágico e sublinham a importância de abordar tanto as causas subjacentes como os fatores de estilo de vida para gerir e prevenir eficazmente os sintomas do refluxo.

Como é o tratamento para refluxo

Opções de tratamento para refluxo explicadas em pontos:

1. Ajustes na Dieta: O tratamento do refluxo geralmente começa com mudanças na dieta, incluindo:

  • Comer uma dieta bem balanceada.
  • Evitar alimentos desencadeadores que possam agravar o refluxo, como alimentos gordurosos ou condimentados.
  • Comer refeições menores e mais frequentes em vez de refeições grandes.

2. Medicamentos:  Vários medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas de refluxo:

  • Domperidona: Este medicamento pode acelerar o esvaziamento do estômago, reduzindo a probabilidade de refluxo.
  • Omeprazol ou Esomeprazol: São inibidores da bomba de prótons (IBP) que diminuem a produção de ácido estomacal, proporcionando alívio dos sintomas relacionados à acidez.
  • Antácidos: Os antiácidos atuam neutralizando a acidez já presente no estômago, aliviando o desconforto.

3. Modificações no estilo de vida: Mudanças no estilo de vida podem ser eficazes no controle do refluxo:

  • Elevar a cabeceira da cama para reduzir o refluxo noturno.
  • Evitar deitar-se imediatamente após comer.
  • Parar de fumar, pois pode enfraquecer os músculos do esôfago.
  • Limitar a ingestão de álcool e cafeína.

4. Controle de peso: Para indivíduos com sobrepeso ou obesidade, perder peso pode reduzir significativamente os sintomas de refluxo, pois o excesso de peso pode pressionar o estômago.

5. Cirurgia: Em casos graves em que os medicamentos e as mudanças no estilo de vida são ineficazes, opções cirúrgicas podem ser consideradas. A fundoplicatura é um procedimento cirúrgico comum que envolve o aperto do esfíncter esofágico inferior para prevenir o refluxo.

6. Gerenciamento das causas subjacentes: O tratamento das causas subjacentes, como a hérnia de hiato, também pode ser necessário para controlar o refluxo de maneira eficaz.

Essas opções de tratamento podem ser adaptadas às necessidades específicas do indivíduo e à gravidade dos sintomas de refluxo. Consultar um profissional de saúde é fundamental para determinar o plano de tratamento mais adequado para cada caso de refluxo gastroesofágico.

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